Os pratos que eu lavo ele não vê




O segundo livro da autora é uma coletânea de contos, selecionado pela editora mineira a partir de uma chamada aberta para trabalhos de autoras mulheres dos estados de Minas Gerais, Rio de Janeiro e São Paulo, para integrar a sua coleção Yebá.  “Yebá é deusa brasileira, parte da mitologia dos índios Dessana, e criou a si mesma quando nada existia, para depois criar o mundo. Não podia ter nada mais bonito do que ligar Yebá à literatura na qual a Quintal acredita: somos nós, mulheres, que nos geramos, para poder conceber também tudo aquilo que nos rodeia” (Ed. Quintal).

Em “Os pratos que eu lavo ele não vê”, Amanda Machado dá voz aos silêncios das mais diversas personagens femininas; como uma desenhista amadora que se expressa através dos seus grafismos improvisados e mulheres adoecidas pela idade, pelas pressões sociais e instabilidades psicológicas. A delicadeza e a sensibilidade permeiam a tessitura de um livro que apresenta desde os assuntos mais agudos, como o do próprio silenciamento, aos mais prosaicos, como um convite para passear de moto ou as dificuldades de uma carreira na escrita, quando “vender guarda-chuvas” poderia ser uma atividade mais segura.



 



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